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13 de abril de 2011 | Publicado em Sem categoria, green building, leed, notícias, sustentabilidade

Muitas vezes recebo solicitações de entrevistas sobre os conceitos de sustentabilidade. Esta foi para a Patricia Macedo, da Sala de Imprensa da Universidade Metodista de São Paulo – http://www.metodista.br/sala-de-imprensa

Perguntas Prédios Sustentáveis

Como o brasileiro tem aderido à lógica verde nos edifícios? O conceito tem se expandido?

O brasileito tem aderido aos poucos. O processo para entendimento e disseminação da sustentabilidade, como qualquer novo conceito, exige grande investimento em ensino, educação e criação de uma nova cultura que o adote. As pessoas ainda não sabem exatamente o que é um edifício verde, mas vemos uma crescente busca para projetos mais sustentáveis, mais “verdes”. Mesmo aqueles que buscam no início somente materiais reciclados, ou reaproveitamento da água, acabam durante o processo entendendo o que isso significa e buscando mais alternativas para ter uma residência, escritório e espaços mais sustentáveis.

No seu dia a dia, você sente uma procura maior pelo seu trabalho? Há mais demanda em edifícios comerciais ou residenciais?

Sim, há um aumento. Devido aos custos ainda elevados, a busca ainda é maior para os edifícios comerciais. Outra questão que faz com que os projetos comerciais sejam em maior número é referente ao tipo de sistema construtivo brasileiro. Ainda utilizamos métodos muito tradicionais, sem grandes de controle de procedência dos materiais, desperdícios, uso de mão de obra informal. Por isso é mais difícil implantar uma certificação em residências. Mas isso não impede que as mesmas sejam sustentáveis, basta procurar os materiais adequados, sistemas economizadores e água e energia, entre outros.

Você poderia citar alguns exemplos de procedimento que contribuem para uma construção sustentável?

Uma construção sustentável tem como princípio básico ser uma boa arquitetura, ou seja: trabalhar de forma eficiente e adequada a iluminação, ventilação e conforto térmico natural. Trabalhar com o terreno de forma a gerar um impacto menor possível. Utilizar mão de obra digna. Uso de materiais recicláveis e ou com conteúdo reciclado. Possuir sistemas de economia de água (materiais hidráulicos eficientes, captação e reaproveitamento). O mesmo para o uso de lâmpadas e sistemas de refrigeração mais economizadores. Podemos citar inúmeros exemplos. Todos são possíveis e muitas baratos e facilmente encontrados.

O custo para a construção de um prédio sustentável é maior do que para uma construção comum?Se sim, isso acaba afastando o interesse de construtoras e usuários?

Ainda é maior por causa da escassez de materiais adequados, sistemas construtivos, tecnologias e mão de obra pouco qualificada e não acostumada com este tipo de construção. Mas conforme aumento de demanda, cada vez nota-se um decréscimo nesta diferença de valores.

Em uma apresentação, vi que você citou que um dos benefícios do prédio verde é a “saúde do usuário”. Como um edifício sustentável pode contribuir para a saúde das pessoas?

Um edifício verde utiliza menor quantidade de materiais e substâncias químicas nocivas, que são os chamados “VOCs” – sigla em inglês para Compostos Orgânicos Voláteis. Estas substâncias são cancerígenas e estão presentes em materiais comuns na construção, como o MDF sem proteção, colas, vernizes e adesivos. Para um projeto verde, impede-se ou restringe-se este tipo de compomente, fazendo com o que o ar no ambiente seja mais saudável. Além disso proibe-se fumaça de tabaco (que aqui em São Paulo já é obrigatório, mas na maior parte do Brasil não), controle de filtros de ar condicionado, ventilação natural, iluminação natural. Um espaço com boa iluminação, adequada e preferencialmente onde as pessoas enxerguem a luz  do dia são comprovadamente mais saudáveis aos seus ocupantes.

Quanto a prédios que aderem ao conceito de sustentabilidade, mas não possuem nenhum certificado como o LEED, qual a sua opinião?

Toda intenção de uso da sustentabilidade, independente de uma certificação ou não, é super bem vinda e válida. Tenho feito muitos trabalhos de consultoria sem o “selo”, mas com a utilização destes conceitos em maior ou menor grau de acordo com o cliente, perfil do projeto, custos, entre outros.

Se cada um fizer um pouco, o conhecimento sobre o assunto aumenta e cada vez mais as pessoas percebem a importância do assunto. O selo ao meu ver, nada mais é que uma verificação, uma métrica para aprovar um prédio verde. Mas nada impede que existam prédios verdes e até mais sustentáveis sem a certificação propriamente dita. Além disso, existem outras formas de certificar, como o sistema Aqua, Bree, entre outros que também servem de auxílio e guia para as construções sustentáveis.

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3 de abril de 2011 | Publicado em Reformas Green, design, dicas green

Fonte: Apartment Therapy

Uma realidade: cada vez vivemos em lugares menores, com dimensões e espaços restritos. Para não falar nas cidades sem infraestutura suficiente para possibilitar uma vivência em espaços ao ar livre, seguros e acessíveis que possam compensar essa restrição.

No entanto, ser sustentável também significa ocupar um menor espaço. Casas pequenas consomem menos materiais, menor quantidade de mobiliário e consequentemente contribuem com um impacto menor no meio ambiente. E isso não quer dizer que tenhamos que viver de forma claustofóbica e sem conforto!

Aqui vão pequenas dicas para que pequenos cômodos tornem-se grandes ambientes:

- Libere as superfícies!

Poder enxergar as superfícies do mobiliário é essencial para a percpeção de ambientes limpos, organizados e com espaço sobrando. Retire de bancadas, prateleiras e aparadores o que você não usa e deixe somente o essencial. Organize de forma que os objetos componham um conjunto harmônico.

- Ilumine!

Troque o uso de iluminação de teto por pequenos abajoures, luminárias de pisos e luzes indiretas. A luz que vem de cima, normalmente gera mais sombras, oprime o ambiente e fica muito dura ao visual. Além de possibilitar um uso mais charmoso e dramático do espaço, pode consumir menos energia, pois hoje temos diversas opçoes de pequenas luminárias auxiliares com leds e outras lâmpadas com maior eficiência energética.

- Reflita!

Espelho, espelho meu! Eles ampliam, e muito, o seu espaço! Multiplique cores e texturas. A amplitude de um espelho na parede compensa um pequeno espaço. Além de usá-los na parede, experimente tb em superfícies horizontais, bandejas, entre outros. Se colocar abaixo de uma luminária, o efeito da iluminação também é potencializado.

- Alcance o Céu!

Para quê usar o piso todo? O que puder colocar pendurado nas paredes, preferencialmente na altura dos olhos, ou acima, os olhos serão levemente enganados, com a sensação de que todo ambiente é mais alto, mais livre.

- Reduza!

Para quê o sofá de 3,00m em uma parede inteira? Tente ao invés um pequeno com uma poltrona ou cadeira na lateral. Além de possibilitar melhores composições no ambiente, pequenas peças liberam circulação e dão a impressão do ambiente ser maior como um todo.

- Otimize!

Use design inteligente: uma cômoda com gavetas, ao invés de somente nichos abertos. Criados-mudos com gavetinhas, Ganchos atrás das portas, Cestos e caixas para guardar roupas de cama, entre outros, ajudam a esconder volumes e deixar a casa mais livre. Faz diferença!

Aproveite seu cantinho e torne-o o maior do mundo! :-)

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31 de março de 2011 | Publicado em ECOnfissões, sustentabilidade

Foto: Getty Images

Neste mês, tenho 04 das melhores amigas da minha vida comemorando seus aniversários. São pessoas fabulosas, em quem posso contar a qualquer dia e a qualquer hora. E com isso vêm as festas, presentes,… Uma delícia, mas e o $? E tempo?

Todos precisamos de coisas no dia a dia que náo adquirimos por falta de tempo, dinheiro, ou prioridades. Ou mesmo por achar que é realmente um luxo… No entanto fiquei pensando no que dar para estas amigas, que tem bastante, ou muito até!

No fim, lembrei que um grande presente é algo que você mesmo pode fazer pelo outro: doar seu TEMPO. Isso é ainda um dos bens mais preciosos que conheço. Aliás, hoje mais precioso ainda…

Convide aquele amigo que não tem companhia para ir ao cinema e pague a pipoca. Ensine uma língua. Troque serviços da sua profissão pela dela. Se tem habilidades manuais, melhor ainda, crie algo único, barato e super personalizado. Ensine a andar de bicicleta, estimule a fazer exercícios. Faça uma janta. Ou apenas sente ao seu lado e escute. Não conheço quem não goste disso, que não aprecie e que veja que você colocou seu coração de forma especial para agradar ao outro.

A doação, a troca é o mais importante, e não o valor comercial de um objeto ou uma marca.

Invista num bem precioso que sempre te dará retorno: amizade. E ela pode, sim, ser sustentável!

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29 de março de 2011 | Publicado em ECOnfissões, blog, limpeza green, sustentabilidade

Fonte Imagem – http://unclutterer.com/category/humor/

O “R”  mais importante, com certeza, é o “Reduzir”.

Reduzindo consumimos menos, com isso menor a necessidade futura de desfazer-se, reciclar, colocar fora o que não nos serve mais.

Observe a sua casa, seu guarda-roupas, sua cozinha. Quantos objetos, roupas e alimentos possuimos que não usamos, não são necessários, ou que guardamos apenas por uma suposta relação afetiva. Aliás, quanto a isso pode fazer um bem danado rever seu apego às coisas que nem sempre nos trazem um valor ou bem real no dia a dia.

Inicie arrumando armários, limpando a geladeira, ezvaziando as estantes. Você ficará surpreso como vai lhe sobrar espaço e lhe trazer novas energias para que outras coisas boas na vida ocupem estes lugares.

Dicas de 5 itens que podem ser facilmente revistos:

1- Na cozinha, retire, doe e coloque para reciclar antigos pratos sem pares, copos, tijelas e canecas lascadas e quebradas. Mantenha um bom conjunto para a quantidade de refeições que você tem condições de abrigar na sua casa e livre-se do restante. Caso goste muito, ou já possua, mantenha também um jogo mais chique para festas, mas não abuse.

2- Na despensa, armários da cozinha, costumamos guardar pacotinhos de sopas, especiarias, azeites e latas que nem lembramos de usar. Joque o que não tiver vencido fora e o que estiver ainda bom, pesquise receitas e programe um bom jantar com amigos para utilizar. Caso não seja possível fazer isso em tempo, doe!

3- Livros… Sim, um dos itens mais difíceis. Ainda mais se você é que nem eu, que tenho um apego imenso por eles. Mesmo se for o seu caso, ainda assim guardamos livros técnicos, apostilas de cursos antigos que não vamos mais utilizar ou que já são desatualizados para pesquisa. Faça um esforço e doe. Vai fazer bem.

4- DVDs, CDs, Fotos… Sim, outro item polêmico… Mas com toda a tecnologia atual, será mesmo que temos que amontoar caixas e caixas de plástico? E que tal digitalizar as fotos? Outra sugestão é trocar itens que você já não escuta ou vê tanto com outros diferentes que seus amigos possam ter. Trocas são outro meio de moeda, que tal experimentar?

5- Roupas. Sim, quem não acha que vai voltar a usar aquele jeans de seis anos e seis quilos a menos? E se precisar de um vestido de festa urgente para hoje? Mas sabemos que isso não funciona. Muitos não possuem e nos apartamentos de hoje, o que mais falta são armários e espaço para guardarmos todas nossas bagagens. Além disso, não faz bem abrir um armário logo pela manhã e ver um amontoado de coisas que muitas vezes nem lhe dizem mais respeito, nem lhe caracterizam mais. Uma boa prática é doar uma peça a cada nova adquirida. Um treino que faz bem a você e a quem recebe!

Mude! Aproveite a mudança!

Fontes.

http://www.apartmenttherapy.com/

http://unclutterer.com/

http://www.yourdiscovery.com/homeandhealth/

Tags

#decluttering #uncluttering #Reduzir

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